Eclectíssimo

Ab imo corde

Arquivo de Novembro, 2008

Garota de Ipanema . . .

Publicado por Garota de Ipanema em Novembro 30, 2008

O melhor tema que poderá dizer quem sou é a música. Haverá certamente muitos mais, mas o melhor é realmente a música.

E música porquê?

A música é composta por várias notas, ritmos, tonalidades, andamentos, tal como eu tenho cabelo castanho, olhos castanhos, estados de alma… Sou uma pessoa normal!

O género musical com que mais me identifico é as grandes aberturas. Isto porque são compostas por vários andamentos que transmitem estados de alma diferentes a quem os interpreta. Tal como eu transmito várias sensações a pessoas diferentes.

A nível social tento ser um pouco como as rapsódias, pois estas são compostas, maioritariamente, pelas músicas mais conhecidas de Norte a Sul do país, fazendo assim que todos que as interpretem se divirtam e sintam bem.

E assim sou eu, uma nova compositora aqui no Eclectíssimo 

Garota de Ipanema. :)

 

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O melhor tratamento…

Publicado por Luís Paulo em Novembro 23, 2008

AMIZADE

 

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Vale sempre a pena reflectir sobre certas coisas!…

Publicado por Luís Paulo em Novembro 23, 2008

 

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No meio de tantos… ninguém dá pela minha falta!…

Publicado por Luís Paulo em Novembro 21, 2008

Quando andava no liceu, na minha “primeira fase de estudante” – há imensos anos, portanto – tive como professor de Português um padre: o Padre Luís.

Tratava-se de um professor muito exigente e muito completo. Contava-nos muitas histórias que parecia não terem nada a ver com a matéria que estava a ser leccionada mas que produziam os seus efeitos (talvez não em todos os alunos – ou pelo menos não conscientemente – mas em mim produziam, e muitos). Uma dessas histórias podem lê-la, mutatis mutandis, aqui no Eclectíssimo com o título A janela do Hospital… e foi publicada dentro de um determinado contexto à data (na verdade nunca escrevo por escrever, só o faço quando realmente algo me impele para tal. Hoje é mais um desses dias).

A história que hoje aqui trago, contada pelo Padre Luís, long time ago, acorreu à minha memória no início de uma aula em que o professor da cadeira que conta com cerca de cento e sessenta alunos inscritos olha para o anfiteatro e diz, convicto, dirigindo-se aos cerca de trinta alunos ali presentes, após cordial saudação: – Bom, parece que o meu relógio está um pouco adiantado!…

Posto o intróito, eis a história:

«Há muito, muito tempo numa aldeia do interior do país onde era praticada agricultura de subsistência e onde todos os habitantes eram proprietários de imensos vinhedos e produtores de saborosíssimo vinho, havia um padre que era muito querido pelos seus paroquianos precisamente porque, para combater o ócio, os ajudava nas tarefas agrícolas entre as quais se contava a vindima e a pisa do vinho.

»Ora, acontece que o padre era o único habitante daquela aldeia que não tinha vinho pelo que tinha que o comprar aos produtores. Claro que havia sempre quem lhe desse um garrafão de vinho como prémio pela sua bondade.

»Um dia um jovem lá da aldeia sugeriu que se todos dessem um garrafão de vinho ao Sr. Padre e o reunissem numa pipa, o padre ficaria contente e bem servido ao passo que os agricultores nada sentiriam nas suas abundantes adegas.

»A ideia foi aceite e aplaudida com entusiasmo por toda a aldeia. Reuniram-se em assembleia para combinarem a forma e o dia em que procederiam à recolha do vinho para o Sr. Padre. Se o dia não interessa aqui para a história já o método nos interessa o seu bastante.

»Seria colocada em cima de um carro de bois que percorreria todas as ruas, caminhos e carreiros da paróquia, uma pipa suficientemente grande para recolher um garrafão de vinho de cada produtor; na pipa seria colocado um enorme funil para que o vinho se não entornasse já que era um bem precioso; ao chegar à porta de cada um, o proprietário subiria à carroça, ergueria o seu garrafão e virá-lo-ia para o funil posto o que regressaria ao solo engrossando a comitiva que acompanharia o cortejo até ao final da “empreitada”.

»Chegado o grande dia a aldeia estava em festa. Tinha sido escolhida a melhor parelha de bois lá da aldeia e a carroça estava toda engalanada. Começou o cortejo. A carroça nem chega a arrancar e já o primeiro garrafão de vinho era despejado no interior da pipa. Era o garrafão do proprietário dos bois e da carroça, o maioral lá da aldeia.

»Só que o dito maioral, que já fizera despesa com os bois e com a carroça, pensou que acrescentar a essa despesa um garrafão de vinho era um “luxo” demasiado oneroso. Numa pipa de vinho tão grande um garrafão de água não iria notar-se. O funil era enorme, era só virar o garrafão com bastante vigor para o fundo do funil, o gorgolejar do líquido não tem cor… ninguém iria dar por nada!… Se bem o pensou melhor o fez, lá foi um garrafãozinho de água para o “mar” de vinho…

»O vizinho do lado que estudara pela mesma cartilha procedeu da mesma forma… e outro e mais outro e outro ainda; saltava-se um aqui, outro acolá – que eram raras pessoas honestas e gente de bem e consciência sempre limpa – e verdadeiro vinho (e do bom) corria pelas paredes do enorme funil o qual, sendo de metal, corria o risco de enferrujar-se após esta serventia; mas logo era retomado o vício e o mau pensamento que se repetia por ruas inteiras como que contaminados por um mesmo vírus da avareza que ia deixando as fontes mais pobres.

»Chegam os bois à abadia e com eles o vinho para o Sr. Padre. A euforia era agora grande pois que a turba se tinha avolumado à medida que cumpria a sua “piedosa missão”.

»Vem o Sr. Padre à porta certificar-se que alarido era aquele, quase desmaiando de emoção com tão generosa manifestação de solidariedade por parte dos seus paroquianos. Pedem-lhe um copo ao que ele correu a buscá-lo já com o gorgomilo a dar a dar com a sede que aquela celestial visão lhe provocara.

»Vem o padre, vem o copo e vem… a água!!!! A água, Deus do céu, da pipa de vinho saía água, tingida de vinho, é certo, mas não deixava de ser água!!!!!… Água!»

P.S.: Publicado por L.P. em http://ruadosbragas223.blogspot.com no dia 14 de Novembro de 2008.

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Os Cegos e o Elefante!

Publicado por Luís Paulo em Novembro 11, 2008

Sempre que oiço alguém fazer considerações valorativas a respeito de terceiros, muitas vezes sem terem um conhecimento profundo dessa pessoa, costumo recorrer a uma conhecida fábula (ou lenda, talvez seja mais correcto chamar-lhe assim) para lhes mostrar o quanto estão a ser injustas. Trata-se da lenda (decididamente, vou chamar-lhe lenda) Dos Cegos e do Elefante.

Claro que utilizo sempre a fórmula abreviada, isto é, falo apenas do cego que apalpa o rabo do elefante e, tomando erradamente o todo pela parte, julga que o “possante e enorme animal” se resume àquela “inútil e pequena corda macia”.

Curiosamente encontrei recentemente essa lenda em alguns Blogues com um sentido final – vulgo Moral da história – bem diferente do que eu lhe costumo atribuir. E, mais curioso ainda, é que se pode utilizar para ilustrar o espírito de partilha, cooperação e colaboração que eu tenho vindo a apregoar.

Vou transcreve-la na fórmula completa e cada um lhe dará a interpretação que entender.

Reza a lenda (mais ou menos) assim:

“Era uma vez seis amigos, todos cegos, que moravam na Índia, terra dos maiores animais da Terra: os elefantes.

Naturalmente, não tinham a menor ideia de como era um elefante. Um dia, estavam sentados a conversar quando escutaram um urro.

– Acho que está passando um elefante pela rua – disse um deles. – É a nossa oportunidade de descobrir que tipo de criatura é esse tal de elefante. – E foram todos para a rua.

O primeiro cego esticou o braço, tocou na orelha do elefante e pensou: – “Ah! O elefante é uma coisa áspera, ondulada. É como um leque.”

O segundo cego pegou na tromba e concluiu: – “Agora entendo. O elefante é uma coisa comprida e redonda. É como uma cobra gigante.”

O terceiro cego agarrou-se a uma perna do elefante e certificou-se: – “Eu jamais iria adivinhar! O elefante é alto e forte, como uma árvore.”

O quarto cego pegou o lado da barriga do elefante dizendo para si mesmo: – “Agora eu sei. O elefante é largo e liso como uma parede.”

O quinto cego passou a sua mão por uma das presas do animal, assustando-se: – “O elefante é um animal duro e pontiagudo como uma lança.”

O sexto cego pegou no rabo do elefante e decepcionou-se: “Ora, ora! Mas esse tal de elefante é apenas uma coisinha como uma cordinha fina!”

Posto isto sentaram-se juntos novamente, para falar sobre o elefante.

–Ele é áspero e ondulado, como um leque! – disse o primeiro.

– Nada disso; é comprido, como uma cobra – disse o segundo.

– Não digas asneiras! – riu o terceiro. – Ele é alto e firme, como uma árvore.

– Ah, nada disso – disse o quarto. – Ele é largo e liso, como uma parede.

– Duro e pontiagudo, como uma lança! – gritou o quinto.

– Fininho e comprido, como uma cordinha! – esganiçou-se o sexto.

Então começaram todos discutir com exaltação, à beira da violência física. Cada um insistia que tinha razão. Afinal, não tinham tocado com as suas próprias mãos o corpo do animal?!

O dono do elefante ouviu a gritaria e decidiu ver que confusão era aquela.

– Cada um de vós está correcto no que afirma, segundo o que vos foi dado conhecer; mas cada um de vós está igualmente errado – disse ele. E continuou, sentenciando: – Um homem sozinho não consegue saber toda a verdade, só uma pequena parte dela. Porém, se trabalharmos juntos, cada um contribuindo com a sua parte para a formação do todo, aí sim poderemos obter sabedoria.”

Cá está, uma perspectiva diferente, mas válida também… e haverá mais, certamente!…

Post Scriptum: No preciso momento que me preparava para publicar este texto, fiz uma pesquisa no Google e… espanto o meu… descubro que existe uma edição da Editora Pergaminho com o mesmo título que atribuo a este Post e que tem como sub título “Manual de Trabalho em Equipa”.

Ele há coisas!…

 

 P.S.: Publicado por L.P. em http://ruadosbragas223.blogspot.com no dia 5 de Novembro de 2008.

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PARABÉNS!…

Publicado por Luís Paulo em Novembro 3, 2008

Parabéns

Há precisamente um ano nascia o Eclectíssimo como quem lança uma Semente ao Vento!…

Àqueles a quem eu na altura dediquei este espaço agradeço em particular já que sem eles, sem a sua existência, nunca teria tido esta iniciativa. Talvez não lhes tenha agradado de todo, mas constituiu certamente uma mais valia para os seus estudos com os recursos educativos que aqui eram publicados e se lhes destinavam inteiramente.

Aos visitantes e colaboradores que foram surgindo ao longo deste ano um bem-hajam também pela forma carinhosa como fazem os seus comentários e mesmo até (eu sei-o) têm divulgado o Blogue aos seus amigos.

O vigor do Eclectíssimo tem vindo a aumentar de dia para dia. É ver as solicitações de password que todos os dias ocorrem. Nem todas estão expressas já que a maioria é feita por e-mail (como é indicado, aliás) não ficando visível aos olhos dos visitantes. Alunos e professores de escolas de todo o país ou simples curiosos.

Já recebi solicitações do Brasil e de ex-colónias como Angola e Moçambique. A razão principal do Eclectíssimo foi, precisamente, a disponibilização dos recursos educativos.

Não podia estar mais feliz com esta equipa maravilhosa. Acalmando esta minha fase algo conturbada, quiçá o Eclectíssimo seja dotado de um “reactor” novo.

A ver vamos!…

Obrigado a todos…

L.P.

 

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