Simples
Publicado por davidverde em Outubro 9, 2010
Estava aqui, á mesa a pensar – sabe-se lá em quê – quando no percurso de um braço, alcanço um pequeno rectângulo e num pulo de dedos entro na internet, quando me sai este José. Este saltitou entre o meu piscar de olhos – penso que foi a memória, essa marota que se levantou do chão e de um sono profundo – redigindo o nome no monitor dos meus olhos. Para isso contribui, não é de negar ou fazer disso segredo, esse pequeno filme em que a flor… esperem um bocadinho… tenho aqui algo a molhar-me os pés.
Não, não é um rapazinho a molhar-me as raízes dos pés, mas sim o maroto do meu cão.
A história desse pequeno filme é tão simples, como o arco do sorriso de uma criança, às vezes lambuzado de chocolate, mas continua a ser um belo sorriso, apenas um bocadinho mais doce. Contudo, todos sabemos que as coisas simples, resultam por vezes de muitas procuras e contínuo trabalho, é que isto de ser adulto…
Esperem, por favor,.. o meu cão é filósofo e diz que construímos um labirinto de caminhos que por vezes esbarra numa parede sem podermos sair em frente, e como não temos faro apurado para seguir o que procuramos, parecemos uns tontos…
Voilá, meus senhores e minhas senhoras, autêntico pragmatismo canino. AU, Au! Pelos vistos tenho que prestar-lhe mais atenção, assim evito as nódoas negras da alma, só não evito a ligação à terra. É que este cão só quando me molha as raízes dos pés é que eu entendo a sua linguagem.
A propósito seu nome é pluto, tal e qual o cão do …, esperem lá, me dei conta agora…sou mesmo um tonto. Vou-me retirar humolhado.
