CARPE DIEM!
Posted by Luís Paulo em Outubro 21, 2008
CARPE DIEM
“Colha o dia, confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilónia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento
está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã.”
Odes – Horácio (65 – 8 A.C)
É curioso como, quando o tema nos é “imposto”, custa mais a debatê-lo do que quando nos vem instintivamente, não é?
Não obstante, achei interessante (e congratulo-o por isso), que alguém tivesse a coragem de propor um tema. Então vamos lá tentar fazer alguma coisa com o dito…CARPE DIEM.
É um cliché, isso todos sabemos, mas, qual de nós não tentou em determinada fase da sua vida fazer deste cliché uma maneira de estar na vida?
Frase de eleição para muitos, dá-se à expressão os mais variados usos, sempre com a intenção de passar a mensagem original de aproveite o dia. Na literatura, na música, passando pela sétima arte, como por exemplo, no consagrado filme “Clube dos poetas mortos”, em que o professor Keating (Robin Williams) diz aos seus aprendizes “Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurrar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”
E claro está, não podemos esquecer a comunidade de blogues, em que esta famosa frase está quase sempre presente, numa ou noutra altura da vida de um blogue. É inevitável, acho eu.
Carpe Diem – É o aproveitar a vida ao máximo, sem deixar que aqueles pequenos tropeções que vamos levando nos façam cair, mas pensando sempre que, depois da tempestade vem a bonança. Aproveitar, fazer com que cada dia valha a pena, viver cada dia como se fosse o último… É isto, é assim que se deve fazer, é isto que significa… Se o fazemos ou não… Pois, isso já não depende do cliché…
Enviado por: Pepita Lord

P. Silva said
Pois, “carpe diem”, para mim uma filosofia de vida que não sendo levada ao extremo é uma das formas de obtermos alguns dos piques de felicidade que no seu conjunto, qualidade e quantidade podem definir uma pessoa como feliz ou infeliz.
Passa tudo por um monte de ideias utópicas, já sei, mas vejamos as coisas de uma outra perspectiva, a maneira como realidade diária se desenrola aos nossos pés, consegue ser cruel, em todo o lado ouvimos falar em crise, desemprego, precariedade social, etc… etc… e esta é uma realidade próxima que já deixou de ser a notícia que dá no telejornal antes das novelas que só acontece aos outros.
Será que nos devemos privar de agarrar oportunidades que se nos deparam só porque, não sei, se calhar, talvez mais tarde seja melhor altura?
Embora me considere ainda um recém-adulto dou comigo a pensar que quase todos os planos que tinha feito a longo prazo são inatingíveis ou então já estão praticamente descabidos em relação á realidade actual.
O que tenho tentado fazer é viver um dia de cada vez e seguir os meus instintos consoante o que acho certo ou errado o que não me parece tão mau uma vez que cada vez mais pessoas só pensam mesmo é em sobreviver.
Tudo isto tem um senão, nunca mas nunca mesmo nos podemos esquecer que somos seres obrigatoriamente sociais e que a nossa liberdade de acções é como uma esfera que nos rodeia e termina onde começa a da pessoa ao nosso lado.
P.Silva.
anonimo said
Parece-me bastante… prudente a sua forma de pensar.
No entanto, não deve levar a vida a pensar que idealizou algo intangível, pois senão, daqui a alguns anos, encontrar-se-á infeliz num ‘canto’ a pensar no que poderia ter sido em vez de feliz a pensar no que foi…
É verdade que a realidade que conhecíamos tem vindo a alterar-se e “o jardim à beira mar plantado” como tantos retratavam o nosso país já pouco se assemelha a um paraíso, mas se se lembrar da história que estudou no ciclo ou no secundário, (não sei precisar), os primeiros hominídeos mediam apenas 120cm e a esperança média de vida era pouco mais de 20 anos. Soubemos adaptar-nos e evoluir desde então e saberemos fazê-lo agora, com mais ou menos sacrifício… (e dessa evolução também os sonhos e aspirações).
É verdade que acontecem diariamente coisas terríveis, mas sempre aconteceram, a única diferença é que essas mesmas coisas que são agora “notícia”, saem agora da esfera intima dos intervenientes e dos poucos que presenciaram para serem agora expostos a toda uma massa anónima que começa a pensar como isso mesmo, uma massa anónima. E a massa anónima não tem consciência… É o efeito manada, limitam-se a seguir o que vai à frente. Lamentavelmente, o que vai à frente actualmente, guia-nos (ou pelo menos tenta) para um panorama de violência e leva a dita massa anónima a pensar que nada mais existe. Mas existe…
Um espinho de experiência vale toda a selva de avisos – James Lowell
Sendo um recém- adulto, (como se auto-denominou), acredito que ainda tenha as melhores experiências de uma vida para viver e, quando essas experiências chegarem, verá que, por mais escuro que lhe tenha parecido um dia o futuro, havia ainda muita coisa boa que nem sonharia em viver e que, caso tivesse desistido, não chegaria a viver.
Não desista! Não se conforme! Adapte-se mas continue a sonhar… e a viver…Agarre as oportunidades que lhe surgirem, mesmo porque um dia, poderá ser tarde demais…
“Tente a sua sorte! A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar”. – Dale Carnegie
…sempre…