Posted by Luís Paulo em Novembro 23, 2008
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Pepita said
Caro Luís,
Toda a minha vida fui contra a ideia de um corpo perfeito!
Primeiro, porque sempre achei que cada um de nós é lindo à sua maneira e lindo aos olhos de alguém.
Da mesma forma, sempre achei triste que a componente física fosse, por vezes, a única coisa que algumas pessoas tentavam valorizar em si mesmos ignorando, por vezes, valores muito mais importantes que, por essa mesma razão, acabavam asfixiados.
Uma das preocupações que me assombra é exactamente se as minhas filhas conseguirão escapar à “lavagem cerebral” que é feita diariamente pelos media, pelas empresas de cosméticos, pelas farmacêuticas que tentam a todo o custo escoar os seus stocks de produtos dietéticos, enfim, por todos os que lucram com a falta de auto-estima dos milhares de jovens confusos, que ainda não encontraram exactamente o seu lugar na sociedade e que pensam (erradamente) que, para o encontrarem, têm que se dotar de um corpo perfeito (seja lá qual for o significado disso) e para o conseguirem, têm de colocar em risco a sua própria vida, pois o fim justifica os meios…
Lamentável esta forma de pensar.
O nosso trabalho, como educadores (e, nesse aspecto deixe-me congratulá-lo por ter incluído no seu blogue este pequeno, grande vídeo) consiste em guiar/aconselhar os adultos do futuro, para que, da sua própria cabeça consigam ter a noção de que as pessoas não se medem em centímetros ou quilos, mas através dos actos, da amizade, da personalidade, ou seja, das qualidade que mostram o ser para além do visível.
Confesso que até me arrepiei quando vi, neste vídeo, uma menina linda, cheia de sonhos e com um futuro à sua frente, olhar embevecida para uma falsa publicidade (como se vê no decorrer do vídeo) e pensar que, devido a estas publicidades, este pequeno anjo poderá não chegar à idade adulta, por falta de aconselhamento dos seus educadores, por falta de força interior ou qualquer outra razão que a deixou permeável a esta e outras publicidades do género.
Todos temos o dever de combater estas pressões e manipulações, e a melhor maneira de o fazer é mesmo assim, mostrando a todos os jovens (não só, mas essencialmente) o que está por trás das câmaras e se, ao fazê-lo, conseguirmos salvar uma vida que seja, então o tempo para tal empregado não terá sido em vão. Obrigada.