Hoje era noite,
as palavras dançavam nas estrelas e cada uma construía frases pequenas.
Na Terra as luzes brilhavam, as sombras se escondiam entre os ramos das casas e os sonhos baloiçavam.
Algures entre os lençóis, escapa-se a minha alma que assustada entre tanta brancura, se lança de braços estendidos, à procura do abraço, do teu abraço como um pendura.
Olhas-me, fitas-me, e entre os teus olhos …vi o nascer de novas vidas, e entre cada novo ramo, uma esperança agitada num tempo apertado.
Deixei-me ficar, …não sei quanto tempo,
apenas dei por mim sentado junto ao lago, apreciando as pequenas ondas das lágrimas que me molhavam os pés.
As minhas mãos, as palmas das minhas mãos seguraram essa água e a ofereceram ao tempo que me levava os entes queridos.
Uma luz trémula acenou-me, outra e mais outra, enquanto o vento agarrado ao meu corpo e um relógio pendurado numa árvore, assassinava o tempo,
eu desenhava no túmulo a sombra do Halloween!
Alguém se acerca de mim e me questiona:
-Você aí cara, tudo bem?
Não sei o que respondi,
apenas me dei conta que uma ambulância piscando, me levava e saía correndo.
Archive for 9 de Novembro, 2010
Halloween
Posted by davidverde em Novembro 9, 2010
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