Para começar esta primeira abordagem, vamos lá continuar na senda das interpretações (das declarações dos governantes):
1.ª Fase: Durante os últimos anos, de governação socialista, qualquer pindérico, qualquer pé-de-chinelo, tirou um curso superior, qualquer analfabeto conseguiu ser professor; e à custa de quê? à custa dos subsídios e bolsas de estudo; subsídios e bolsas de estudo pagas por quem? pelos ricos, já se vê.
Isto assim não pode ser, o país assim não vai lá! O Rico a enriquecer e o pobretas a furarem-lhes o saco… Não, assim não!
2.ª Fase: Excesso de pindéricos doutores, engenheiros e professores, ainda por cima armados em finos a exigir que os ricos paguem a crise (ainda mais?! coitadinhos!). O melhor é convidar esses doutores pindéricos a emigrarem. E apontar-se-lhes os países de língua oficial portuguesa porque, coitaditos, o domínio de línguas estrangeiras não é o seu forte e as probabilidades de singrarem na vida, sem regressarem a infernizarem-nos a vida, são maiores.
Mas ainda assim não está tudo resolvido. Existe ainda um problema de monta: está a gastar-se sem proveito.
3.ª Fase: Para quê gastar dinheiro em Universidades, a formar doutores pindéricos, se depois eles vão lá para fora com o know-how aqui adquirido, à custa do financiamento dos ricos, e bolsas de estudo também custeadas pelos mesmos. Feche-se a maioria das Universidades (as públicas), fique-se apenas com as estritamente necessárias para formar a elite (política e capitalista) dirigente.
4.ª Fase: Promovam-se as festas do Emigrante, retome-se o comércio das malas de cartão e voltemos a ser felizes, «tipo»: Pobres, Analfabetos, Brutos, Brejeiros… mas Felizes! «Tipo» Muito Felizes.
