Nesta quadra natalícia circulam aos milhões as mensagens com votos de felicidade, paz, amor, etc., etc., mas como a maior parte delas são padronizadas e reencaminhadas, copiadas e mais das vezes nem lidas e muito menos sentidas, algumas reencaminhadas mecanicamente com assinatura de terceiros, ou até reencaminhada por alguém para o seu criador como se tivesse sido obra do primeiro, e esquece-se o essencial:
Esquece-se aqueles que nos rodeiam e a quem uma simples palavra sincera, exclusiva, personalizada, dirigida especialmente a quem necessita dela, pode salvar vidas. Esquece-se porque não se vê!
O individualismo, o egoísmo, o egocentrismo e a hipocrisia grassam na sociedade, obnubilando-lhe o espírito! Novos valores (?) que chegaram e se instalaram, lenta e implacavelmente, tomando o lugar de valores ancestrais que foram elementos aglutinadores da sociedade, tal como uma massa de ar frio proveniente da Sibéria, que chega sem pedir consentimento e perfura o ar quente que nos conforta, enviando este para alto.
Espero que o telemóvel da senhora que se atirou do alto de um viaduto, com a sua filha bebé nos braços, não tivesse recebido destas frias e hipócritas mensagens de Feliz Natal no preciso momento em que nos deixava…