Eclectíssimo

Ab imo corde

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Cogitações filosófico-mundanas

Posted by Luís Paulo em Dezembro 1, 2011

A crescente desagregação da Família e dos valores familiares poderá tornar, em menos de uma década, as relações de incesto (inconsciente) mais frequentes do que a possibilidade de nos próximos anos um funcionário público vestir uma camisa nova…

A excessiva leviandade, fundada no egoísmo e na volúpia, com que progenitores (principalmente homens, mas não só) abandonam os filhos em consequência da rotura de relações conjugais ou equiparadas, deixa antever um futuro próximo muito preocupante. Não será difícil um homem de trinta e poucos anos envolver-se, duradoura ou fugazmente, com uma mulher que pode ser a filha que abandonou ainda muito jovem ou até mesmo no ventre materno…

Tal eventualidade sempre foi possível no plano das hipóteses, mas no contexto actual essa realidade poderá converte-se numa (preocupante) possibilidade rotineira, mais rotineira, até, do que um funcionário público ou trabalhador assalariado por conta de outrem vestir uma camisa nova!

Na verdade, é bem mais fácil, cómodo e prazenteiro ir a uma discoteca engatar uma “miúda” do que lutar pela defesa dum matrimónio em crise ou dos Direitos Fundamentais constantemente vilipendiados, desprezados e ignorados até,  por sucessivos governos…

Temos pena…

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Sermão do Espírito Santo (excerto)

Posted by davidverde em Abril 24, 2009

“E ninguém se escuse — como escusam alguns — com a rudeza da gente, e com dizer, como acima dizíamos, que são pedras, que são troncos, que são brutos animais, porque, ainda que verdadeiramente alguns o sejam ou o pareçam, a indústria e a graça tudo vence, e de brutos, e de troncos, e de pedras os fará homens. Dizei-me, qual é mais poderosa, a graça ou a natureza? A graça, ou a arte? Pois o que faz a arte e a natureza, por que havemos de desconfiar que o faça a graça de Deus, acompanhada da vossa indústria? Concedo-vos que esse índio bárbaro e rude seja uma pedra: vede o que faz em uma pedra a arte. Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe, e, depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão, e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda: ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos; aqui desprega, ali arruga, acolá recama, e fica um homem perfeito, e talvez um santo que se pode pôr no altar. O mesmo será cá, se a vossa indústria não faltar à graça divina. É uma pedra, como dizeis, esse índio rude? Pois, trabalhai e continuai com ele — que nada se faz sem trabalho e perseverança — aplicai o cinzel um dia e outro dia, dai uma martelada e outra martelada, e vós vereis como dessa pedra tosca e informe fazeis não só um homem, senão um cristão, e pode ser que um santo.”

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