Eclectíssimo

Ab imo corde

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Fazia anos neste dia, aquele que eu mais gostava de ter conhecido em Pessoa

Posted by Luís Paulo em Junho 13, 2011

Nasceu há 123 anos. Um Génio! Alguém que eu adorava ter conhecido pessoalmente!

Escrevia coisas simples, assim, como esta:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa

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Coração Puro!

Posted by Luís Paulo em Junho 10, 2011

Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.

Ditoso seja quem, estando ausente,
Não sente mais que a pena das lembranças;
Porque, inda que se tema de mudança,
Menos se teme a dor quando se sente.

Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.

Mas triste quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa de pecado.

In: Versos e alguma prosa de Luís de Camões, Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, organizada e executada por Moraes Editores, 10 de Junho de 1977

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O sol já nasceu e aponta agora na vertical!

Posted by Luís Paulo em Março 8, 2009

O sol já nasceu e aponta agora na vertical,
a minha sombra já me não deixa,
e, agora que falas disso,
apercebo-me que já começa a espreitar e a querer ser maior do que eu.

 

Já começa a segredar-me as histórias que viveu e as que deseja ainda alcançar, mais dia, menos dia, estou mesmo a ver,
na sua vadiagem vai correr mais célere do que eu e segredar-me: “tás na quarta idade”.

 

Aí eu vou corar
e só para disfarçar o embaraço,
vou vestir meus calções,
levar minha toalha
e mergulhar no mar.

 

Tenho certeza que quando regressar,
regresso puto novo
e com aquele sotaque do porto
dizendo: “ belho, carago?! Eu?!”

 

 Publicado pelo meu amigo Paiva (Thor) num comentário ao Post: 4ª IDADE: ESPERANÇA OU PESADELO?

 

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O mar diz que sim e diz que não!

Posted by Luís Paulo em Março 7, 2009

Quando se olha o mar e se escuta o movimento do seu coração nas areias da praia, damos conta que o mar diz sim e diz não.

Da ilha de Samoa dá á costa da Europa um documento simples que alimenta e confunde o espírito europeu.
O mar diz sim e diz não!

Homem selvagem e inculto serve em fina porcelana uma sopa cultural. Ficamos confusos por nos dizerem que o rei vai nu.
O mar diz sim e diz não!

Já levou o documento e o não ficou na cultura do europeu.
O mar diz sim e diz não!

Talvez a leitura destas culturas ditas selvagens, ajude a semear a esperança.
O mar diz sim e diz não!

O homem não teceu a rede da vida, ele é só um dos seus fios.
Mas Paulo, Sou um selvagem e nada sei.

O mar diz que sim e diz que não!

Confuso?!

O sol tem cambiantes de cor todos os dias…

Publicado pelo meu amigo Paiva (Thor) num comentário ao Post: O Papalagui… ou Tantas «coisas» para quê?!…

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A minha amiga Liberdade!

Posted by Luís Paulo em Março 5, 2009

Trouxeram-me um berço e nele dormia comigo a amiga liberdade. Sempre que tinha sonhos maus, pesadelos, olhava à minha volta e abraçava a liberdade. Hoje sou homem feito, dito adulto, e que falta me faz a minha amiga liberdade.

Não sei onde ela anda, penso que quando nos tornamos “adultos” ela parte para outro lado porque nos tornamos “chatos”. De quando em vez, gosto de ser infantil, desprezar as regras dos adultos e abraçar as palavras que querem sair comigo à rua. Sinto o abraço da liberdade quando me perco nas sombras da cidade e cumprimento o sol nos lábios da minha mulher. Ir à deriva e sentir o perfume das flores e carregar o meu coração com histórias e gentes simples.

Liberdade é um poema do coração, é um desejo racional de ter asas para voar…

PS: Gostava sempre de ser infantil, assim a minha amiga liberdade nunca me deixava e eu era mais feliz.

Um abraço de Thor

Publicado pelo meu amigo Paiva (Thor) num comentário ao Post: LIBERDADE!… com RESPONSABILIDADE!…

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canção

Posted by davidverde em Fevereiro 26, 2009

Mulher!

Tu que cantas ao meu ouvido
Pela manhã

Que me encantas os olhos
Com a cor
E o teu hino de vida

Tu que me espantas
E me dás sem pedir
Tu e só tu
És a vida em plena magia

Tu és todos os meus lugares.

Tu agarras a palma da minha mão
E caminhas comigo
No rasto do sol.

Neste tempo
Tu e eu vivemos

Criamos melodias
Pintamos os sonhos

E enquanto perdidos
Oscilamos o mundo!

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Desculpa se fiz muito pó…

Posted by Luís Paulo em Fevereiro 26, 2009

Caro amigo Paulo (*)
Apetece-me, a propósito da Amizade, esboçar o seguinte:

Como se pode definir e pintar o ar?
Como se pode pintar o que não se não tem como se medir?
Como eu posso quantificar e aglutinar numa expressão o quanto?
Ou, Eu quero a alguém?
…….

As palavras são insuficientes se não forem esculpidas em gestos,
pequenos gestos,
mas que fazem toda a diferença quando se trabalha a aparente rude pedra.

Quando se quer escolher uma pedra para uma escultura,
verifica-se que é a pedra que nos escolhe, que nos faz parar o olhar, que nos apela às nossas mãos.
E sabem porquê?
Porque a vontade do homem não chega se a pedra se não oferecer.

O escultor retira o excesso, apenas o excesso, da forma que a pedra já tem, levado por uma vontade que pensa ser sua, é a pedra que o toma e lhe comunica.

Tal como um homem pensa que toma uma mulher que se entrega aos seus braços, num abraço, a relação de apreço, de carinho, de afectividade é resultante do querer dos dois.

A amizade, só pode ser comunicada em forma de esboço,
de aproximação, porque fica sempre “tudo” por dizer,
tal como o amor
a amizade é aquela pedra que reúne as condições de afectos e vontades
mas necessita sempre também das mãos do escultor.

Obs.: Desculpa se fiz muito pó.

Publicado pelo meu amigo Paiva (Thor) num comentário ao Post: Definição e Excelência da Amizade.

(*) O Paulo sou eu! No trabalho o apelido é o “nome” pelo qual nos tratamos, nos conhecemos e desenvolvemos amizades. É normal que esse seja o “nome” que usamos a vida toda.

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Fernando Pessoa

Posted by Luís Paulo em Novembro 4, 2007

A colocação de uma foto (desenho) de Fernando Pessoa neste Blogue prende-se com o facto de eu recentemente ter estudado, ainda que superficialmente, esta personalidade misteriosa e criadora de mitos, que tantos intelectuais tem ocupado, e há-de ocupar por muitos e muitos anos, sem no entanto nos terem apresentado até hoje uma teoria redutora do seu pensamento, e por ela ter ficado inefavelmente fascinado.

Sobre Fernando Pessoa há teorias, não Teoria. Mas acredito que ele tinha uma Teoria.

Afirmar que Fernando Pessoa era ecléctico será, para os intelectuais, uma heresia. Mas eu não sou um intelectual, sou ignorante e, como tal, tenho direito ao erro.

Por outro lado se analisarmos a definição de «Eclectismo» avançada pela Diciopédia X, da Porto Editora, «atitude dos filósofos que pretendem elaborar doutrina própria, fundindo num todo, que desejam coerente, o que se lhes afigura mais valioso de entre as teses de diversos sistemas» talvez cheguemos à conclusão que não será um ‘pecado’ assim tão grande afirmar que Fernando Pessoa era um “Eclectíssimo” Senhor.

Deixo para mais tarde considerações mais profundas e aguardo que, ao longo do tempo, outras participações me apresentem, seja através de reflexões pessoais seja com base em conhecimentos científicos, outras perspectivas, outras interpretações, enfim, outros conhecimentos.

A vantagem da ignorância é o prazer de aprender.

Quanto à imagem escolhida passo a explicar.

Das muitas centenas de fotos que se encontram disponíveis no infindável mundo ‘internético’ (salvo os respectivos direitos autoriais, obviamente) decidi escolher esta caricatura (cujo autor desconheço) por vários motivos:

  1. Sendo uma caricatura a imagem transcende a personalidade que representa, e congrega todo o universo daqueles que se identificam, quer física quer intelectualmente, com Fernando Pessoa;
  2. Porque é a mais feia (como eu) que encontrei;
  3. Representa um F.P. narigudo (como eu), magro (como eu), com óculos (como eu) e é cinzenta (como eu).

Termino com uma pérola pessoana. O poema «Quando as crianças brincam» datado de 5 de Setembro de 1933.

«Quando as crianças brincam

E eu as oiço brincar,

Qualquer coisa em minha alma

Começa a se alegrar.

E toda aquela infância

Que não tive me vem,

Numa onda de alegria

Que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,

E quem serei visão,

Quem sou ao menos sinta

Isto no coração.»

Se leram até aqui merecem que os saúde e os cumprimente.

Obrigado,

L.P.

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